Mecanismo natural de adaptação em situações de crise ou mudanças, o estresse é a forma como o organismo reage a estímulos, sejam eles bons, ruins ou até mesmo imaginários. Ao contrário do que se acredita, ele não é simplesmente uma fadiga nervosa ou consequência de uma emoção intensa – muito menos uma doença. Uma atividade normal como um jogo de tabuleiro entre amigos, por exemplo, pode produzir considerável estresse sem grandes consequências.

Situações que irritem, amedrontem, excitem, confundam ou mesmo que façam a pessoa muito feliz podem estar envolvidas no desequilíbrio que causa o estresse, seja em um curto período ou de forma crônica, contínua ou repetitiva. Em casos agudos ou crônicos, pode haver o aumento da frequência cardíaca e respiratória, além da elevação na pressão sanguínea. Sintomas como ansiedade, mudanças de humor, insônia e dores de cabeça também podem surgir, entre outros problemas.

O sistema imunológico é o mais afetado. Em estado de estresse crônico, a liberação excessiva de hormônios como o cortisol e adrenalina pode atrapalhar seu funcionamento, aumentando o risco de infecções.

Os hábitos que mais causam o estresse

Nos tempos atuais, algumas situações específicas são responsáveis pelo estresse. Mau gerenciamento do tempo, alimentação desequilibrada, sedentarismo, uso exagerado do celular, ambiente tenso ou competitivo no trabalho e estar preso ao passado são alguns exemplos.

Ainda existem outros momentos prejudiciais que dependem de fatores externos, como longas horas no trânsito, a insegurança generalizada, a perda de um ente querido, crise econômica, desemprego etc.

Como tudo isso pode prejudicar a sua saúde

O estresse por períodos prolongados favorece o surgimento de doenças graves como a hipertensão, problemas cardiovasculares, diabetes, depressão, impotência e até mesmo algumas formas de câncer.

Um estudo realizado em conjunto entre a USP e Unifesp, publicado no Journal of Neuroscience, revelou que o estresse potencializa processos inflamatórios que podem culminar na morte de neurônios, causando perdas cognitivas, entre elas memória e raciocínio complexo. Em longo prazo, essas perdas podem aumentar o risco de doenças como Alzheimer.

Os alimentos que devem ser evitados...

Uma alimentação saudável desempenha um papel muito importante na capacidade de lidarmos com períodos de estresse. Se o organismo recebe diariamente os nutrientes certos e de forma equilibrada, naturalmente funcionará melhor, gerando a energia e a vitalidade para enfrentarmos o dia a dia. No entanto, qualquer deficiência ou excesso gera um esforço do corpo, levando a mais desgastes.

Em momentos de estresse intenso ou crônico, o corpo pode não absorver adequadamente certos nutrientes – o que é agravado pelo consumo excessivo de açúcar, cafeína e alimentos nutricionalmente pobres. No caso do açúcar, sabe-se que o estresse provoca um aumento nos níveis de glicose no sangue. O consumo excessivo de alimentos contendo açúcar pode potencializar ainda mais esse fator, aumentando o risco de diabetes.

No caso da cafeína, existem estudos que mostram que esta substância pode elevar o nível de estresse, uma vez que sua ação neuroestimulante pode aumentar a ansiedade e causar insônia. Já alimentos pobres em nutrientes, como os fast foods, são ricos em calorias, carboidratos, gorduras e sal, e praticamente não contêm os elementos vitais para o equilíbrio do corpo estressado, que são as vitaminas e minerais. Por isso, tais alimentos devem ser evitados.

...E os que não podem faltar em sua dieta

A nossa dica para diminuir o estresse é:

1. Consuma alimentos ricos em vitaminas, minerais e outras substâncias antioxidantes presentes em abundância nas frutas, hortaliças e grãos/sementes integrais.

2. Iogurtes probióticos e bebidas com prebióticos podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico.

3. Coma mais peixes ricos em ômega-3, substância importante para a saúde do coração – órgão mais prejudicado em momentos de estresse.

4. Mantenha o corpo hidratado, consumindo mais água.

5. Se necessário, em momentos de estresse intenso, utilize um suplemento vitamínico-mineral.

6. Leve uma vida mais leve e faça uma atividade física regular, que libera hormônios que controlam a ansiedade e o estresse.