O corpo humano vive em sintonia constante com as emoções. Elas vão influenciar no funcionamento do corpo e vice-versa, sendo que hormônios e neurotransmissores têm o papel de interpretar as nossas impressões e traduzi-las em forma de reação.

Como já explicamos aqui, o estresse pode levar a sintomas como ansiedade, mudanças de humor, insônia e elevação da pressão sanguínea, dependendo da frequência e da intensidade que aparece. É em estado de estresse crônico que acontece a liberação excessiva de cortisol.

Esse hormônio, liberado por glândulas situadas sobre os rins, pode ter dupla função. Em doses relativamente baixas, ele é um potente composto capaz de conter o processo de inflamação.

em quantidades elevadas e por longos períodos pode causar o efeito contrário, em especial no cérebro, destruindo células que deveria proteger. A morte de células nervosas em duas regiões específicas do cérebro – hipocampo e córtex frontal - pode causar problemas com a memória e raciocínio e, a longo prazo, aumentar o risco de doenças como Alzheimer e depressão.

Entre os vários fatores estressantes, um estudo de 2013 feito pela Mind, entidade com sede na Inglaterra, revelou que o trabalho tem sido apontado como principal causa. A pesquisa realizada com 2.000 pessoas mostrou que o ambiente corporativo já levou 9% a pedir demissão alegando estresse e 25% admitiram ter vontade de fazer o mesmo.

Mais uma das conclusões do estudo é que o estresse leva as pessoas a abusarem de álcool. Cinquenta e sete por cento dos pesquisados afirmaram não dispensar um ou mais drinques após o expediente e 14% afirmaram beber mesmo durante a jornada de trabalho.

Conciliar os compromissos a atividades voltadas para o próprio bem-estar físico e mental, como se alimentar de forma equilibrada e tranquila, ler, praticar uma atividade física, ouvir música ou relaxar, é o melhor caminho para manter a saúde em boa forma – de corpo e alma!