Você já deve ter ouvido falar que a disposição ou humor vai mal ou vai bem “por causa dos hormônios”. E é verdade: Eles ditam regras para o nosso organismo que muita gente nem imagina.

A testosterona, por exemplo, vai além do seu papel ligado à maturidade sexual e ajuda na recuperação muscular, enquanto a serotonina melhora a qualidade do sono ao mesmo tempo que proporciona sensação de saciedade.

E quem mantém isso tudo em ordem? Regular a atividade desses fatores é uma das missões da tireoide. Por isso, vamos falar da importância de mantê-la em pleno funcionamento.

O que é a tireoide?

A tireoide é uma glândula localizada na parte anterior do pescoço – uma das maiores do corpo humano. Cabe a ela a produção de hormônios que atuam em todos os sistemas, contribuindo com órgãos importantes como coração, cérebro, fígado e rins.

Atua também no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, no metabolismo, na memória, na concentração e no controle emocional. É fundamental estar em bom funcionamento para garantir o equilíbrio e a harmonia do organismo.

Como ela pode influenciar a saúde?

Quando a tireoide não está funcionando adequadamente, ela pode liberar hormônios em quantidades insuficientes (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertireoidismo).

No hipotireoidismo, tudo começa a funcionar mais lentamente: O coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorrem também diminuição de memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, pele seca, ganho de peso, aumento nos níveis de colesterol e até depressão.

Já no hipertireoidismo, tudo no corpo começa a funcionar rápido demais: O coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais e gesticula muito. Dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito sobrecarregada.

Como a alimentação pode ajudar?

Os nutrientes e alimentos importantes para regular a tireoide naturalmente são:

Iodo, presente em peixes do mar, algas marinhas, camarão e ovo.

Zinco, encontrado em ostras, carne, sementes de abóbora, feijão, amêndoa e amendoim.

Selênio, em castanhas-do-pará, ovo, frango, arroz.

Ômega 3, que está no óleo de linhaça e peixes ricos em gordura, como salmão, sardinha e atum.

Pessoas que apresentam distúrbios de tireoide devem diminuir o consumo de sal, pois ele contém iodo sintético, que pode desregular a glândula ainda mais. Também devem evitar os alimentos à base de soja e os bociogênicos.

Esse nome é dado aos ingredientes que causam bócio, o aumento da tireoide. Repolho, nabo, brócolis, couve-flor, couve de Bruxelas e couve-manteiga não devem ser consumidos crus, pois contêm substâncias naturais chamadas glucosinolatos, que podem interferir negativamente na produção de hormônios. Se feitos cozidos, podem ser consumidos em torno de duas vezes por semana.