Hoje a maioria dos supermercados monta uma ilha ou gôndola especialmente dedicadas a alimentos orgânicos. Sem falar em feiras temáticas. Eles costumam ser um pouco mais caros e têm a fama de fazer bem à saúde. Será que é verdade? E por que os ingredientes livres de agrotóxicos entraram na moda?

Para começar vamos falar de agrotóxicos – produtos comuns na agricultura de grande escala, utilizados para controlar insetos, doenças, ou plantas daninhas que prejudicam as plantações. Essa prática aumentou muito dos anos 1950 para cá, chegando a números bem altos. Segundo a Anvisa, em 2010 foram utilizadas 1 milhão de toneladas de agrotóxicos nas lavouras do país. Ou seja, 5 kg para cada brasileiro.

Aí mora o perigo: em grande quantidade, os pesticidas podem sim prejudicar a saúde. A curto prazo, alergias, náuseas, indigestão, lesões renais e hepáticas estão entre os sintomas. E os resíduos desses defensivos agrícolas podem persistir até nos produtos industrializados que levam ingredientes assim. Por isso, a orientação é lavar muito bem os alimentos, tirar a casca da maioria dos hortifrútis, quando não puder optar por orgânicos.

O que são alimentos orgânicos?

São alimentos que não utilizam agrotóxicos, nem aditivos químicos ou modificações moleculares. Mas para ser assim, o cultivo incorpora outras práticas como tratar de forma equilibrada o solo e os recursos naturais, de maneira sustentável. Tudo isso por meio de métodos naturais de adubação e controle de pragas combinados a rotação de culturas ou plantio casado.

O resultado aparece em frutas, verduras e legumes com o sabor real e o melhor: livre do risco de contaminação. Uma simples lavagem com água corrente torna o alimento próprio para o consumo.

Vale a pena?

É verdade que o preço final desses alimentos fica mais caro, pois são fornecidos por pequenos produtores, que têm um custo maior para tornar possível o cultivo sustentável. Porém, cinco alimentos em especial levam uma quantidade tão grande de agrotóxicos que vale sim a pena preferi-los orgânicos: pimentão, morango, pepino, alface e cenoura.

Sem falar que essa opção incentiva o trabalho dos pequenos agricultores – aqueles cujo sustento vem de uma pequena horta ou pomar. É uma forma de nutrir um estilo de vida equilibrado e fazer sua parte por uma sociedade mais saudável. Que tal experimentar?