TAL MÃE, TAL FILHA?

O peso da genética e de outros fatores na saúde da pele

 

É fato que a genética é responsável por boa parte das nossas características físicas.  Os traços, são, normalmente, os sinais mais observados ao compararmos as filhas com as mães, por exemplo. No entanto, pesquisas apontam que os fatores ambientais e comportamentais influenciam a saúde da pele tanto quanto a própria genética.

Por isso, atenção mulherada, nada de culpar a genética da mãe e das avós para justificar a falta de cuidado que não tem mais desculpa. De acordo com um estudo da Universidade de São Paulo, que avaliou a pele de 1.400 brasileiros ao longo de quatro anos, enquanto a hidratação da pele é 60% influenciada pela nossa carga genética e 40% por fatores externos, quando tratamos o quesito elasticidade ocorre justamente o inverso. As influências genéticas são responsáveis por apenas 40% da elasticidade da pele, enquanto os outros 60% são determinados por fatores como hábitos, ambiente e outras características. Esses resultados são importantes, porque é possível estimar o quanto da saúde e da aparência da pele é herdado, e o quanto está ao nosso alcance para mudar.

 

Inimigos da pele

O tabagismo, a exposição solar e os hábitos alimentares inadequados, especialmente o consumo excessivo de álcool e carboidratos refinados (açúcar e farinha de trigo branca), são as principais influências negativas sobre a pele. Juntos, eles são responsáveis pelo surgimento de rugas, manchas e perda de elasticidade da pele, mais do que propriamente a carga genética. A ciência já sabe que o sol é o inimigo número 1 da pele! A exposição constante aos raios UV, sem proteção, ativa enzimas conhecidas como metaloproteinases, que favorecem a degradação do colágeno. E se isso vier combinado com o consumo excessivo de carboidratos simples, aí o problema fica mais crítico: um efeito chamado glicação, uma reação entre o colágeno e a glicose, forma substâncias que causam oxidação, inflamação e envelhecimento precoce. Da mesma forma, o hábito de fumar também favorece a degradação do colágeno.

 

Aliados

Sabemos que o protetor solar é mais que indispensável, é um item de bolsa e deve, durante todo o dia, ser repassado, principalmente quando estamos ao ar livre e com a pele mais exposta aos raios solares.

Uma alimentação equilibrada também é um dos caminhos certeiros quando o assunto é a busca por uma vida mais saudável.  Aqui, uma listinha de alimentos e substâncias que ajudam a manter a pele mais nutrida, saudável e protegida contra o envelhecimento precoce:

  • FRUTAS RICAS EM VITAMINA C – A vitamina C auxilia a formação de colágeno e frutas como laranja, limão, acerola, camu-camu e kiwi são ricas nessa vitamina;
  • FRUTAS ROXAS E VERMELHAS – Amora, mirtilo, uva, goji berry entre outras, são frutas com alto poder antioxidante e anti-inflamatório;
  • VEGETAIS AMARELO-LARANJADOS – Cenoura, abóbora, manga, batata-doce, damasco, entre outros, são ricos em betacaroteno, antioxidante que combate os radicais livres que envelhecem a pele, colaborando para preservar o colágeno;
  • TOMATE – Rico em licopeno, também um antioxidante, é fundamental para combater o envelhecimento, as linhas de expressão e as rugas;
  • CASTANHAS, NOZES, AZEITE EXTRA VIRGEM, ABACATE – fontes de gorduras saudáveis que auxiliam a elasticidade natural da pele, prevenindo o envelhecimento e o enrijecimento dos tecidos.
  • ÁGUA – o consumo adequado de água mantém a pele macia e elástica. Consuma pelo menos 8 a 10 copos por dia.

 

  • COLÁGENO HIDROLISADO – consumido na dose diária ideal, fornece aminoácidos (peptídeos) importantes para a síntese de colágeno na pele;
  • ÁCIDO HIALURÔNICO – componente indispensável para manter a estrutura da pele, pode ser suplementado a partir dos 30 anos.;
  • ESPECIARIAS – cúrcuma, canela, gengibre, cravo, cardamomo etc, são ricos em ativos antioxidantes e com ação anti-inflamatória.